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16 dez 21

Principais doenças em crianças

“Com o fim do Inverno e a chegada da Primavera/Verão, começa a temporada das doenças relacionadas à estação, principalmente alergias. As alergias, em geral, pioram nas mudanças de estação por causa de alterações climáticas como baixa umidade relativa do ar, variação de temperatura e níveis de poluição. Na Primavera podemos ter o impacto de partículas, como os pólens de gramíneas e árvores, dispersas no ar, piorando alergias respiratórias”. As colocações são da doutora Samille Turatti Cherubin (CRM 28421), que tem graduação em Medicina pelo Centro Universitário São Lucas; pós-graduanda em urgências e emergências pediátricas e neonatal pelo IBCMED. A profissional atua em nossa região integrando a coordenação da Pediatria do Hospital Oase / Hospital Dom Bosco e faz parte do Censit com o objetivo de contribuir ao máximo para o bem-estar de todos, pronta para acompanhar seus pacientes desde o nascimento.

 

Sobre as doenças de Primavera a profissional cita:

Asma: nesta época, o pólen de flores e gramíneas pode funcionar como um alérgeno nas crises de asma. Nela os brônquios ficam inflamados, principalmente quando entram em contato com um fator desencadeante, dificultando a respiração.

Os sintomas são: falta de ar, chiado no peito e tosse. O tratamento depende de cada paciente, mas geralmente envolve broncodilatadores (a famosa “bombinha”) e corticoide para melhora da inflamação.

A prevenção é feita através de cuidados básicos como por exemplo: arejar a casa; evitar exposição a fumaça, poeira; lavar roupas de cama com frequência; entre outros.

Rinite alérgica: é a alergia mais comum nas crianças, atingindo cerca de 30% delas. A rinite alérgica é desencadeada por fatores como ácaros, pólens e caspas (epitélio) de animais. A variação climática, a poluição e o tempo seco pioram os sintomas. Normalmente, a criança com rinite é geneticamente predisposta.

Os sintomas são: coriza; espirro; coceira nasal, ocular e/ou de garganta. O tratamento depende dos sintomas: as crises são tratadas com anti-histamínicos; já nos casos mais frequentes há necessidade de tratamento com corticoide nasal. E nunca esquecer da lavagem nasal com soro fisiológico, que sempre estará presente.

A prevenção também é feita de cuidados básicos como por exemplo: tirar do ambiente objetos que acumulam poeira, como pelúcia; não usar travesseiro de pluma; optar por aspirar a casa ou passar pano úmido ao invés de varrer; arejar o ambiente; entre outros.

Conjuntivite alérgica: a conjuntivite é a inflamação da membrana que cobre o olho, e pode acontecer por diversos motivos. A conjuntivite alérgica pode ter como fator desencadeante poeira, ácaros, caspas de animais e pólens, por isso acontece com frequência na Primavera. Ao contrário das conjuntivites virais e bacterianas, a alérgica não é transmissível.

Os sintomas são: coceira, olhos vermelhos, lacrimejamento, inchaço nos olhos. O tratamento é feito com colírio, porém deve-se sempre consultar um especialista para o diagnóstico correto.

A prevenção também é feita de cuidados básicos, conforme nas doenças anteriores.

Catapora: não se sabe exatamente por que a varicela (ou catapora) acontece com maior frequência na Primavera. Ao contrário das doenças citadas anteriormente, esta não é alérgica, ela é causada por um vírus (Varicela-Zoster) e é muito contagiosa.

Os sintomas são: pequenas bolhas e erupções vermelhas na pele que viram crostas; coceira intensa; febre alta. O tratamento da catapora se dá por meio de recomendações médicas que aliviam os sintomas durante o ciclo da doença.

A melhor forma de se prevenir da doença é tomar a vacina contra o vírus. Ela está disponível na rede pública para todas as crianças a partir de um ano de idade. Outra prevenção importante é evitar o contato com outras crianças com a doença.

Roséola: conhecida também como exantema súbito, não é uma doença alérgica, e sim transmitida pelo vírus Herpes tipo 6 e considerada de evolução benigna. A virose é muito comum na Primavera e no Outono e costuma acometer bebês entre seis meses e dois anos.

Os sintomas são: irritação; febre alta (até 40ºC); manchas vermelhas pelo corpo (aparecem por volta do 4º dia, logo depois que a febre desaparece). O tratamento da roséola se dá por meio de recomendações médicas que aliviam os sintomas durante o ciclo da doença, como antitérmicos.

A prevenção é evitar o contato com outras crianças. Entre os pequenos, a transmissão ocorre no contato com a saliva daquela que estiver infectada.

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