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Constipação intestinal
“Constipação intestinal é definida como uma alteração no funcionamento do intestino com duração mínima de três meses onde o paciente poderá ter uma frequência evacuatória menor que três evacuações por semana com alteração no ato de evacuar e na qualidade das fezes, ou seja, fezes ressecadas com muita dificuldade para expelir e aàs vezes sendo necessário realizar auxílio com os dedos para conseguir eliminar as fezes”. As informações são do médico especialista em coloproctologia, doutor Lizandro Frainer Furlani (CRM: 12.885 RQE: 9.021).

O profissional que atende no Censit explica que a constipação intestinal ocorre mais frequentemente em idosos acamados, mulheres, afrodescendentes e pessoas de classe social menos favorecida. “A principal causa da constipação é a ingestão inadequada de água e fibra e da falta de atividade física, sabendo-se que um adulto necessita ingerir em média 25g/dia de fibra e 2 litros d’água/dia, toda vez que tivermos alteração na ingestão destes teremos alteração do nosso ritmo intestinal e poderemos desenvolver constipação intestinal”.
De acordo com o profissional a ingestão de fibras é muito importante porque nós humanos não somos capazes de digerir a maioria das fibras presentes nas frutas, verduras e cereais integrais (celulose), deste modo ela permanece no interior do nosso intestino até o momento da eliminação retendo água no nosso bolo fecal tornando-o mais pastoso facilitando o transporte até o reto e a sua posterior eliminação através da defecação.
As causas mais comuns da constipação incluem:
*Alterações na dieta (como menor ingestão de líquidos, dieta pobre em fibras e/ou alimentos favoráveis à constipação);
*Medicamentos que desaceleram o intestino (antidepressivos, ansiolíticos, opioides);
*Defecação desordenada (a defecação desordenada (disquezia) é um problema em que o intestino não consegue aplicar força suficiente para expulsar as fezes do reto e/ou apresenta dificuldade em relaxar as fibras do músculo ao redor do reto e o esfíncter anal externo durante a defecação;
*Síndrome do intestino irritável (SII) com predomínio de constipação;
*Abuso de laxantes e doenças prévias (hipotireoidismo, diabetes, doença de Parkinson).
Nem todo episódio de constipação requer avaliação imediata por um médico.
As seguintes informações podem ajudar a pessoa a decidir se a avaliação médica é necessária:
Sinais de alerta
*Abdômen distendido e inchado;
*Vômito;
*Sangue nas fezes;
*Perda de peso;
*Nova ocorrência/piora de constipação grave em idosos.
Furlani relata que o diagnóstico da constipação é predominantemente clínico. Durante a conversa com o médico no consultório e após o exame físico já é possível chegar ao diagnóstico. Nos casos em que são detectados sinais de alarme é necessário fazer uma investigação. A maioria das pessoas sem causa clara ou cujos sintomas não foram aliviados com tratamentos devem fazer exames. Normalmente, o médico realiza uma colonoscopia (para detectar câncer), exames de sangue (exames dos hormônios da tireoide, níveis de cálcio, glicemia entre outros ) e tomografia do abdome.
O primeiro e principal tratamento da constipação é com uma combinação de atividade física, dieta rica em fibra e consumo adequado de líquidos. “Tratamento das doenças de base que podem causar constipação e tentar substituir medicamentos de uso contínuo que possam causar constipação também são medidas necessárias”.
Alguns laxantes são seguros para uso prolongado. Outros laxantes devem ser usados apenas ocasionalmente. Alguns laxantes são bons para evitar a constipação, outros para tratá-la. Há vários tipos de laxantes, incluindo os seguintes:
*Agentes de aumento do bolo fecal (fibras, psillium);
*Amolecedores do bolo fecal (óleo mineral);
*Agentes osmóticos (lactulose, macrogol);
*Estimulantes (bisacodil, chá de Senna, cáscara Sagrada).
“As substâncias que aumentam o bolo fecal são a primeira alternativa quando é necessário uso de medicamentos. Amolecedores de bolo fecal e osmóticos também são seguros.
Os estimulantes devem ser usados apenas sob orientação médica e em curtos períodos pois podem causar a conhecida “dependência de laxantes””.

