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‘É tempo de cuidar da saúde’
“As mulheres passam por tantas coisas e, muitas vezes, deixam de cuidar de si mesmas para cuidar do outro. A preocupação com trabalho, filhos, casa, carreira e diversas outras coisas têm afetado muito a saúde da mulher. Em especial neste período de pandemia do novo Coronavírus que com o isolamento social alterou a vida de muitas mulheres”. As colocações são do médico com especialização em ginecologia e obstetrícia, Alexandre Dantas Lopes.
Segundo o profissional, a Organização Mundial da Saúde (OMS) esclarece que informar a população sobre os riscos à saúde apresentados pela Covid-19 é tão importante quanto outras medidas de proteção. “Informações precisas e confiáveis permitem que pessoas tomem decisões conscientes e adotem comportamentos positivos para proteger a si e seus entes queridos de doenças como a causada pelo novo Coronavírus. Informações baseadas em evidências são a melhor vacina contra os boatos e a desinformação”.
O médico afirma que até o momento, não há vacina nem medicamento antiviral específico para prevenir ou tratar a Covid-19. “As pessoas infectadas devem receber cuidados de saúde para aliviar os sintomas. Pessoas com doenças graves devem ser hospitalizadas. A maioria dos pacientes se recupera graças aos cuidados de suporte”.
De acordo com o profissional, as maneiras mais eficazes de proteger a si e aos outros contra a Covid-19 são limpar frequentemente as mãos, cobrir a boca ao tossir com a parte interior do cotovelo ou lenço e manter uma distância de pelo menos um metro das pessoas que estão tossindo ou espirrando. “Lavar as mãos é ato reconhecido pela OMS como um dos principais instrumentos contra epidemias”, destaca Lopes ao afirmar que a recomendação de uso de máscaras em larga escala tem como base a proteção coletiva, uma vez que muitas pessoas estão infectadas e ainda não apresentaram sintomas da doença.
O médico explica que a pandemia do novo Coronavírus impacta diretamente na saúde das mulheres sendo um dos grupos mais vulneráveis visto que constituem um arcabouço injusto de desigualdades sociais, culturais, econômicas e políticas. “No decorrer de décadas as mulheres sempre encontraram barreiras da assistência no sistema público de Saúde seja preventiva, reprodutiva, curativa ou hospitalar principalmente aquelas em condições que prejudiquem o acesso à saúde. A interrupção de serviços preventivos e curativos foi evidenciada no decorrer da pandemia comprometendo em diversos aspectos a saúde da mulher. Manter o acesso a serviços essenciais como testagens, tratamentos, vacinações, exames de prevenção para câncer cervical e mamário, planejamento familiar é de extrema importância e terá reflexo nos próximos meses que sucedem a pandemia”.
O profissional observa ainda que: “não devemos esquecer que os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres permanecem vigentes durante e após pandemia do novo Coronavírus”.
Lopes comenta que “O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) lançou, recentemente, a cartilha “Mulheres na Covid-19″, com orientações para as mulheres diante dos impactos da pandemia do novo Coronavírus. A publicação é uma iniciativa da Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres (SNPM). O material apresenta dicas de prevenção, orientações para gestantes e lactantes, informações sobre a rede de atendimento à mulher, empreendedorismo, enfrentamento à violência, mercado de trabalho e tem acesso livre pela internet”.
