NOTÍCIAS
Cuidados com a cervical
Dor cervical na região do pescoço pode ocorrer devida uma hérnia de disco. “Devemos ficar atentos quando estas dores se tornam cada vez mais frequentes e sempre procurar avaliação médica especializada em episódios recorrentes de torcicolo. A manifestação com irradiação para os membros superiores é bem característica”, explicam os médicos Alberto Kazuo Miyamoto que é especialista em coluna e Felipe Guadagnin que tem especialização em ortopedia e traumatologia com subespecialidade em cirurgia da coluna.
Segundo os profissionais, além da dor no pescoço e a que se irradia pode haver, em casos mais graves, fraqueza nas extremidades dos membros superiores e também inferiores. Deve-se excluir um problema chamado de mielopatia, que é quando há uma compressão importante nas estruturas nervosas que progride para alterações neurológicas.
Os dois especialistas observam que as causas mais comuns geradoras de dor na região cervical são: a lesão de músculos e estruturas que sustentam a coluna por mecanismo de repetição e fadiga. “A grande maioria tem uma evolução benigna e mais de 50% melhora em quatro semanas. Outras causas devem ser investigadas como trauma na coluna cervical em acidentes de trânsito (típico mecanismo de chicote), esporte de contato em que tenha havido lesão nesta região, quedas com envolvimento da região cervical e avaliar história prévia de dor neste local”.
De acordo com os especialistas a incidência da dor cervical é mais frequente por volta da quarta década de vida e em torno de 40% dos adultos terá pelo menos um episódio de cervicalgia – dor na região do pescoço e coluna cervical. “O local mais acometido é o chamado nível C5-C6 que é também o local de maior mobilidade, responsável por grande parte do nosso movimento de flexionar a coluna, permitindo-nos olhar para baixo. Os sintomas podem aparecer de forma aguda ou serem mais insidiosos e se manifestarem ao longo do tempo de forma mais arrastada”.
O tratamento conservador é a regra. “Quando a crise surge pode-se realizar uma imobilização provisória e por período determinado conforme orientação do seu médico. Medicamentos que auxiliam no conforto também são utilizados e devem ser orientados pelo seu médico e após a melhora inicial a reabilitação pode ser iniciada. Geralmente a fisioterapia é o passo inicial com duração individualizada, mas é indicada pelo período médio de quatro a seis semanas seguida de orientação de atividade física”.
Tratamento cirúrgico
Segundo os profissionais o tratamento cirúrgico é indicado quando: fracasso no tratamento conservador por período variando de quatro a seis semanas; mielopatia grave ou progressiva; crises recorrentes; dor intensa e intratável e diminuição da qualidade de vida.
“Os melhores cirúrgicos são alcançados em pacientes não-tabagistas e com força muscular de preensão das mãos preservada, por isso à importância de buscar ajuda médica e orientação adequada logo no início dos sintomas. Existem diversas técnicas cirúrgicas disponíveis, dependendo da individualidade, das características do paciente, das curvas da coluna cervical, indo desde procedimentos menos invasivos, quanto cirurgias abertas com fusões associadas”.
