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Descubra por que a depressão afeta mais mulheres do que homens.
Quando falamos em saúde da mulher, logo pensamos em aspectos físicos, geralmente ligados aos órgãos reprodutores ou aos seios. No entanto, a saúde mental, emocional e neurológica da mulher também deve ser considerada e observada com muita atenção, já que algumas doenças, como a depressão, mostram o dobro de incidência nas mulheres em comparação com os homens nas estatísticas gerais.
Quer saber quais são os principais motivos da maior incidência da depressão nas mulheres? Confira abaixo!
Fatores genéticos
Sem dúvidas, um dos motivos que tornam as mulheres mais vulneráveis à depressão são os fatores genéticos. Por isso, é importante saber se algum antepassado já teve problemas emocionais, como estresse, ansiedade e depressão.
A carga genética pode influenciar no mal funcionamento do cérebro nos momentos mais estressantes. Aliás, estudos e testes recentes revelaram que, quando o cérebro de uma mulher sofre inflamações durante o estresse, a região de processamento de recompensa pode ficar menos ativa, reduzindo os estímulos e a motivação.
Aspectos evolutivos
As mulheres, no decorrer da história, desenvolveram uma maior habilidade para lidar com diversas situações. Consequentemente, essas características fizeram com que elas evoluíssem com mais inteligência e sensibilidade emocionais do que o homem. Entretanto, essa percepção mais intensa da realidade pode elevar também o senso de responsabilidade, alteridade e sobrecarga emocional devido ao forte envolvimento e comprometimento que assume, involuntariamente, com as pessoas e causas ao seu redor.
Hormônios
A mulher é submetida mensalmente a uma bipolaridade hormonal que, em média, compreende 14 dias com predominância de estrógeno e outros 14 dias com predominância de progesterona. As variações de humor acompanham essa alteração nos hormônios e reforçam um “contexto mental” propício para o desenvolvimento da depressão. Especialistas afirmam que depois da primeira crise, a doença sofre menos influência do mundo exterior e das emoções do indivíduo, passando a seguir um curso próprio de sofrimento e mal-estar.
Assim, fica muito evidente que a mulher tem uma inclinação genética combinada a uma variação hormonal que podem ser fatores definitivos para o desenvolvimento da depressão. Antes da menopausa, a incidência chega a ser duas vezes maior nas mulheres. Já, depois da menopausa, essa predisposição se iguala a dos homens.
É importante conhecer os sintomas da depressão e não subestimar a sensação de tristeza ou indiferença que se prolongam sem explicação durante o dia a dia. Toda mulher deve valorizar sua força emocional e dar a atenção merecida às suas condições psicológicas. Consultar um psicólogo, terapeuta e procurar outros especialistas é sempre recomendado para alcançar uma saúde plena e sólida.
Então cuide-se, previna-se e, em caso de dúvidas, entre em contato com nossos médicos.
