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Intolerância à lactose
“A intolerância à lactose é a incapacidade parcial ou total para digerir a lactose, um açúcar encontrado no leite e derivados. É causada por uma deficiência da enzima lactase, que é produzida pelas células que recobrem o intestino delgado. A lactase transforma a lactose em duas formas mais simples de açúcar denominadas glicose e galactose, as quais são, então, absorvidas para a corrente sanguínea”.
As informações são do médico, gastroenterologista, Maximilhano M. Arenz (CRM / SC 13665). O profissional, que atende no Censit, destaca que no caso dos pacientes com intolerância, essa lactose não absorvida é fermentada pelas bactérias intestinais – sendo esse processo a origem dos sintomas.

De acordo com o gastroenterologista as pessoas com intolerância à lactose podem sentir desconforto após consumir leite ou derivados. Os sintomas variam de leves a acentuados, dependendo da quantidade de lactose ingerida e a quantidade que ela pode tolerar. Os sintomas mais comuns são dor abdominal (cólicas), estufamento, sensação de excesso de gases, diarreias e náuseas.
Alguns pacientes também relatam sensação de digestão lenta e dores de cabeça. “Estima-se que cerca de 68% das pessoas apresentem algum grau de intolerância à lactose, sendo essas taxas mais baixas em países nórdicos (Dinamarca 5%) e maiores em países orientais (Coreia e China – próximo de 100%)”.
Arenz explica que o diagnóstico é baseado na história clínica, exame físico e exames complementares, sendo eles: teste de hidrogênio expirado com lactose, teste de tolerância à lactose e teste genético. Como tratamento, de um modo geral, recomenda-se dieta com baixa concentração de lactose. A suplementação da enzima lactase nas refeições com lactose também pode ser instituída com o objetivo de reduzir sintomas.

