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Você sabe o que causa a infecção por herpes zoster?
“Estima-se que uma em cada três pessoas irá desenvolver a infecção por herpes zoster ao longo da vida. A grande maioria terá a doença com idade mais avançada. No geral, a infecção ocorre com maior frequência em maiores de 50 anos e, muitas vezes, essas pessoas passam a sofrer com intensas dores crônicas após esse episódio”. A informação é da médica neurologista que atende no Censit em Timbó, doutora Taimara Zimath (CRM SC 21 497 RQE 18 708).
De acordo com a profissional que é médica capacitada para tratar das complicações da infecção por herpes zoster, “a infecção é uma erupção cutânea dolorosa que forma vesículas na pele – uma espécie de cacho de pequenas bolhas com conteúdo líquido. A infecção pelo herpes zoster é causada pela reativação do mesmo vírus da catapora – o Varicela zoster”.
A profissional explica que para entender é preciso analisar a seguinte conjuntura: “após a infecção pela catapora (varicela) o vírus permanece no corpo adormecido em uma região de um dos nervos medulares – chamada de gânglio sensitivo da raiz dorsal espinhal. Ali, o vírus pode permanecer adormecido por muitos anos. Ele precisa de algum estímulo de baixa imunidade para que se reative”.
Taimara observa que “a imunidade celular é o tipo de imunidade que impede a reativação desse vírus. Com o passar dos anos e o avançar da idade esse tipo de imunidade tem sua função reduzida e, é nesse momento que o vírus pode-se reativar na forma de herpes zoster. A reativação viral também pode ocorrer em situações específicas não relacionadas ao envelhecimento cronológico, mas que alteram a imunidade celular, como por exemplo, em estados de estresse prolongado e em tratamentos com uso prolongado de medicações imunossupressoras como os corticoides”.
A profissional destaca que “na situação de reativação viral, o vírus migra, saindo do gânglio sensitivo medular para a região da pele inervada pela raiz neural onde ele se alojou, gerando assim as manifestações típicas da doença: dor muito intensa no caminho do nervo em que o vírus se alojou, coceira, vermelhidão local, mal-estar geral, febre e lesões vesiculares”.
Conforme Taimara “é muito importante realizar o tratamento adequado para essa infecção. Cerca de 5% a 10% da população que desenvolve a infecção por herpes zoster evolui com uma dor persistente muito intensa no território do nervo comprometido – conhecida por dor neurálgica ou neuralgia pós-herpética. Por vezes, a dor é tão intensa que se torna debilitante, incapacitando as atividades do dia a dia. À medida que as pessoas envelhecem, a chance de desenvolver neuralgia pós-herpética aumenta”.
Além disso, destaca a médica neurologista “é muito importante realizar o tratamento ainda em fase inicial – enquanto as vesículas estão presentes – porque assim evita-se também outras possíveis complicações da doença. Outras complicações menos comuns são a encefalite aguda, mielite, meningite asséptica, neuropatias motoras, síndrome de Guillain-Barré, paralisias de nervos periféricos ou de nervos cranianos”.
Por isso, observa a profissional “a dica hoje é a seguinte: não deixe de procurar atendimento médico caso você suspeite estar com lesões de zoster. Você consegue tratar a doença e prevenir muitas outras complicações graves e dores crônicas futuras”.

