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Você já ouvir falar em polifarmácia?
“Para muitos, quanto maior a idade, maior também é a quantidade de medicamentos que passam a utilizar, contudo, o aumento do consumo de medicações nem sempre é a melhor opção para combater múltiplas comorbidades e processos degenerativos inerentes da idade avançada. Conceitua-se por polifarmácia, o uso diário de cinco ou mais medicamentos. Mas, por que o uso de medicamentos poderia gerar dano?”.
A pergunta é feita pela médica com pós-graduação em geriatria, longevidade saudável e estudos do envelhecimento e membro da Sociedade Brasileira de Estudos do Envelhecimento, doutora Nathany Raup (CRM21054).
De acordo com a especialista “sabe-se que desta forma a probabilidade de interações medicamentosas inadequadas, efeitos adversos dos medicamentos e erros nos horários da administração dos fármacos é significativa”.
Outro motivo, observa a profissional, de preocupação em relação ao uso de múltiplos remédios associados é que nem sempre eles estão indicados por um profissional médico, muitas vezes aquelas vitaminas comercializadas no balcão da farmácia que parecem inofensivas em associação com outras substâncias ou quando mal indicadas, geram sérios prejuízos.
O organismo do paciente idoso tem maior chance de reagir mal a interações ou medicamentos não indicados já que o processo do envelhecimento pode gerar redução das funções metabólicas e com isso aumentar a concentração dos fármacos causando-lhes efeitos inesperados e deletérios.
Conclui-se então, que é de suma importância que o paciente idoso não se automedique, e tenha sempre um acompanhamento com médico geriatra para evitar quaisquer tipos de interações prejudiciais.
Lembrando: existem muitos casos onde o uso concomitante de medicações é indicado, mas, sempre acompanhado e prescrito por um profissional médico.

