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11 jun 21

Tratamento do excesso de suor

“O suor é algo que está no dia a dia de qualquer pessoa, tanto o seu sentido figurado, que significa o esforço e dedicação que colocamos nas atividades a que nos dedicamos, quanto o de sentido literal, que descreve o líquido que nosso corpo elimina para diminuir a temperatura quando fazemos exercício ou em temperaturas mais quentes. O excesso de suor localizado, conhecido como hiperidrose, é uma condição que atrapalha a vida de cerca de 3 a 5% da população mundial”.

As colocações são do cirurgião torácico com formação pela Universidade Federal do Paraná, Hospital do Trabalhador de Curitiba e Hospital Universitário Cajuru de Curitiba, Rodrigo Bettega de Araújo (CRM SC 28018), que também atua no diagnóstico e tratamento dos pacientes portadores de cânceres da região torácica com destaque para o câncer de pulmão, timoma, metástases pulmonares, entre outros.

Araújo, que atualmente atende no Censit, fala em entrevista sobre o tratamento do excesso de suor por cirurgias.

Segundo o profissional, com relação ao suor, na maior parte dos casos ele atinge uma ou duas regiões do corpo, principalmente em mãos, axilas e pés, podendo também acometer a face e couro cabeludo. “Muitos pacientes notam a sudorese aumentada, mesmo quando não sentem calor, desde a infância e adolescência. Além disso, a sudorese é mais intensa em momentos de ansiedade podendo atingir níveis que algumas pessoas, que não conhecem a doença, não acreditariam”.

Araújo observa que: “aqueles que trabalham com público ficam extremamente envergonhados em estender a mão e cumprimentar os outros. Alguns pacientes chegam em casa ao final do dia e notam a camiseta ou camisa encharcada embaixo das axilas, às vezes associado a odor desagradável”.

Conforme o profissional, apesar de não ser grave a ponto de causar risco à saúde, a hiperidrose atrapalha – e muito! – o convívio social do paciente e transmite uma imagem indesejada de nervosismo (nos casos de sudorese palmar e na região facial) e até de má higiene (nos casos de hiperidrose axilar).

TRATAMENTO

Os tratamentos com produtos dermatológicos apresentam resposta limitada nos casos mais severos, principalmente em mãos e axilas. “Nessas situações, a simpatectomia é um tratamento seguro, com ótimos resultados (eficácia entre 90 e 95%) e efeito duradouro. Interrompendo os sinais nervosos que estimulam o suor é possível controlá-lo nas regiões onde ele é mais intenso”, observa Araújo ao relatar que a cirurgia é realizada por vídeo, com tempo de internamento de um dia geralmente. O retorno às atividades habituais acontece após no máximo 15 dias, com muitos pacientes se sentindo bem para fazer trabalhos de escritório e que não envolvam esforço em menos de cinco dias.

O profissional afirma ainda que: “o maior receio dos pacientes portadores de hiperidrose que desejam fazer a simpatectomia é a hiperidrose compensatória, quando a sudorese aumenta em lugares do corpo que antes não suavam ou suavam em intensidade normal. Muitos pacientes acreditam que com a cirurgia o suor passa de um lugar para outro, porém isso é um jeito errado de explicar a sudorese compensatória, pois em menos de 5% dos casos ela acontece de forma grave e tão intensa quanto a sudorese de mãos e axilas que leva os pacientes a procurarem tratamento”.

Para o cirurgião a satisfação após a simpatectomia é de 90 a 97%, por isso portadores de hiperidrose devem buscar avaliação com cirurgião torácico para discutir as possibilidades de tratamento, riscos e benefícios da cirurgia. “A qualidade de vida dos pacientes submetidos à cirurgia aumenta muito, com mais confiança para se expor em público, enfrentar desafios e buscar relacionamentos, o resultado da cirurgia é praticamente imediato e dura a vida inteira”.

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