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Doença celíaca
“A doença celíaca é uma doença autoimune, ou seja, as próprias células de defesa imunológica agridem as células do organismo, causando um processo inflamatório. Na doença celíaca, a inflamação é provocada pelo glúten, proteína presente no trigo, cevada, aveia e centeio. Esse processo inflamatório, que no caso ocorre na parede interna do intestino delgado, leva à atrofia das vilosidades intestinais, gerando diminuição da absorção dos nutrientes”. As informações são do médico, gastroenterologista, Maximilhano M. Arenz (CRM / SC 13665). O especialista explica que, no geral, os sintomas como diarreia, prisão de ventre, perda de peso, anemia, sensação de estufamento, cólica e desconforto abdominal começam na infância. Na fase adulta, muitas vezes os sintomas são mais indefinidos, como dores abdominais eventuais.
De acordo com Arenz, a maneira mais segura de fazer o diagnóstico é realizar a dosagem no sangue dos anticorpos contra o glúten (em especial do anticorpo Antitransglutaminase tecidual IgA). Outro exame importante é a biópsia do intestino, para verificar se há alterações de inflamação e atrofia das vilosidades (a biópsia é feita através de uma endoscopia digestiva). “Não há cura para a doença celíaca. O melhor tratamento ainda é retirar da dieta os alimentos que contenham glúten, responsável por desencadear a inflamação”.
O médico afirma que: “a doença celíaca é uma doença genética, há um componente genético bem definido, por isso ela pode acometer várias pessoas da mesma família. Se fizermos o diagnóstico em uma pessoa, todos os parentes de primeiro grau devem ser investigados, pois podem apresentar a doença mesmo sem apresentarem os sintomas”.
O diagnóstico da doença, observa o especialista, é mais comum em crianças, mas também ocorre em adultos de ambos os sexos. Outros sintomas da doença celíaca estão relacionados à má absorção de nutrientes, como cansaço, falta de ar, lesões na pele, queda de cabelo, dificuldade de crescimento em crianças, osteoporose e carência de vitaminas. É importante lembrar que algumas pessoas podem ter poucos ou nenhum sintoma. A falta de tratamento da doença pode aumentar a chance de desenvolver tumores no intestino. “Para o diagnóstico correto e acompanhamento é importante procurar um especialista em doenças do aparelho digestivo”.
