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11 jun 21

Câncer de bexiga

“O câncer de bexiga é um tipo de neoplasia mais comuns no trato urinário, ele se instala nas células que recobrem a parede interna da bexiga, esse tumor ocupa o quarto lugar em homens e o oitavo em mulheres. É o segundo mais tratado pelos urologistas, perdendo apenas para o câncer de próstata. Quando comparado por sexo é mais comum nos homens, numa proporção de 3:1. A incidência desse câncer aumenta progressivamente com o grupo etário, sendo mais elevada após os 60 anos de idade”. As informações são do profissional formado em Medicina com residência em urologia, Alessandro Mondadori Hoffmann (CRM 19220 RQE 11192).

Segundo ele, dentre os fatores de risco o tabagismo é o principal fator, estima-se que o tabaco está associado com 50-70 % dos casos de câncer de bexiga. “Quando o tabagismo é suspenso diminui-se a chance do aparecimento da doença, embora as ações dos fatores cancerígenos possam perdurar por 10 anos. Fumantes passivos também estão sujeitos a desenvolver tumores de bexiga. Também tem uma predominância por homens e raça branca. Outro fator que deve ser investigado é exposição a produtos químicos como aminas aromáticas, benzeno, azocorantes, benzina, agrotóxicos”.

De acordo com o profissional, o sangue na urina (hematúria) é o sinal mais frequente, que pode estar associado com dor ou ardência para urinar, urgência miccional, outros sintomas, mais raros, são dor lombar ou dor na barriga. “É importante ressaltar que esses sintomas não são exclusivos do câncer de bexiga, eles podem ocorrer em infecções urinarias, e cálculos no trato urinário. Deve-se diferenciar tumor de bexiga de outras doenças”.

Hoffmann afirma que: “a detecção precoce é a melhora estratégia para encontrar a doença na fase inicial. A investigação pode ser feita por exame clínico, laboratorial e imagem. Não há evidência que o rastreamento traga mais benefícios do que riscos, e, portanto, até o momento não é recomendado!”.

Segundo o especialista em urologia, o diagnóstico de câncer de bexiga pode ser feito através do exame de urina, ou de imagem, como ultrassonografia ou tomografia. “Outro exame que pode auxiliar no diagnóstico é a Cistoscopia, exame que consiste em utilizar uma câmera para visualizar a bexiga por dentro, durante o procedimento também pode realizar biopsia de alguma alteração que possa ser duvidosa”.

TRATAMENTO

O tratamento, explica o médico, vai depender do grau de evolução da doença. Existem três tipos de cirurgias que podem ser realizados: a ressecção transuretral, onde se retira o tumor por via uretral.

Em casos mais avançado pode-se realizar a cistectomia parcial, retira-se uma parte da bexiga, e, também, a cistectomia radical. “Após a cirurgia pode-se receitar tratamentos adicionais com terapias intravesicais, radioterapia ou quimioterapia”.

Hoffmann frisa ainda que: “o risco de o tumor retornar existe, por isso é importante mesmo após realizar o tratamento ter um acompanhamento periódico com o médico”.

 

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