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Câncer de Intestino
Na data de 27 de novembro comemora-se o Dia Nacional de Combate ao Câncer, data em que são lembradas as batalhas que são travadas diariamente contra uma das grandes doenças no mundo atualmente. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) é o órgão responsável pela coordenação e desenvolvimento de campanhas e estudos relacionados com esta doença, em parceria com o Ministério da Saúde. Segundo pesquisas estatísticas do Inca, os tipos de câncer que mais afetam os brasileiros são: câncer de pele; câncer de próstata; câncer de mama; câncer de cólon e reto; câncer de pulmão e câncer de estômago.
Para falar sobre o câncer de cólon e reto, que só em 2020 são esperados 40. 990 novos casos e quase 20 mil mortes, a redação entrevistou o médico Lizandro Frainer Furlani, que é especialista em coloproctologia e atende no Centro de Saúde – Censit.
Segundo ele, o câncer de cólon ou colorretal, ou câncer de intestino, abrange os tumores que envolvem o intestino grosso e o reto, é o segundo câncer que mais mata homens e mulheres. “É um câncer tratável e na maioria das vezes curável quando detectado precocemente. Ele se origina na maioria das vezes a partir de um pólipo intestinal que é uma lesão benigna que cresce e maligniza transformando-se em um câncer maligno”.
De acordo com o especialista os principais fatores relacionados ao maior risco de câncer de intestino são: idade maior que 50 anos, obesidade, alimentação pobre em fibras (vegetais, frutas) e com excesso de gorduras ou alimentos processados como linguiça, bacon, salsicha. Tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas.
História familiar de câncer de intestino também é um fator muito importante.
Os sintomas mais frequentemente relacionados ao câncer de intestino são: sangue nas fezes; alteração do hábito intestinal ou forma das fezes; dor abdominal; fraqueza e anemia; emagrecimento e massa abdominal.
A detecção precoce do câncer é o que dá ao paciente a maior chance de tratamento e cura da doença. O diagnóstico é feito através da investigação com exames clínicos, laboratoriais ou radiológicos de pessoas com sinais e sintomas sugestivos da doença ou através de exames de rastreamento em pacientes ainda assintomáticos.
Esses tumores podem ser diagnosticados através de dois exames principais: a pesquisa de sangue oculto nas fezes que tem o objetivo de fazer uma triagem na população assintomática e a colonoscopia que é a endoscopia intestinal onde será possível diagnosticar os pólipos intestinais e fazer a sua retirada (polipectomia) antes que eles se transformem em um câncer ou a visualização do tumor já formado e a retirada de biópsias para confirmação do diagnóstico.
Tratamento
O médico informa que a cirurgia é o tratamento inicial onde será retirada a parte do intestino afetada juntamente com os gânglios linfáticos. O tratamento depende principalmente do tamanho, localização e extensão do tumor. Também poderá ser necessário a realização de quimioterapia ou radioterapia antes ou após a cirurgia dependendo da localização ou estado de avanço da doença.
De acordo com Furlani, algumas práticas do dia a dia podem prevenir o surgimento do câncer intestinal. “As principais são a manutenção do peso corporal adequado, praticar atividade física regularmente, alimentação saudável priorizando frutas, legumes, verduras, cereais e evitando consumo excessivo de carne vermelha e alimentos embutidos. Evitar o tabagismo e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas”.
