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Que tal aprender mais sobre a Incontinência Urinária?
Todas as doenças preocupam, mas existem algumas que são mais delicadas de fazer uma abordagem pelo constrangimento que podem causar. É o caso da Incontinência Urinária, que já ganhou até um Dia Mundial para aumentar a conscientização, trazer mais informação e expor os dados e estatísticas que revelam uma doença muito comum, mas ainda pouco divulgada, já que é considerada um tabu para vítimas de diversas idades. Por isso, vamos usar este artigo para falar sobre o assunto e esclarecer dúvidas que ainda preocupam.
Para início de conversa, é relevante dizer que existem três tipos de Incontinência Urinária. A Incontinência Urinária por Esforço é aquela que faz a pessoa perder urina quando ri, tosse, faz movimentos ou se exercita. Já a Incontinência Urinária de Urgência é mais grave, porque é caracterizada pela vontade súbita de urina em vários momentos do dia e pela perda de urina antes mesmo de a pessoa conseguir chegar ao banheiro. Por fim, o terceiro tipo é a Incontinência Urinária Mista, que como nome já diz, reúne características das duas acima.
O sintoma fundamental é a impossibilidade de controlar a uretra para conseguir “segurar” a urina. A doença é mais comum em mulheres, que chegam a ter duas vezes mais probabilidade de apresentarem incontinência urinária do que os homens. O motivo é que, entre as principais causas estão as disfunções hormonais, a gravidez e o parto, além do comprometimento dos esfíncteres ou do assoalho pélvico. Assim, essas causas se relacionam diretamente com o organismo feminino.
Mas também existem outras razões muito ocorrentes, como a obesidade, a tosse dos fumantes, a presença de tumores, a ocorrência de doenças que apertam a bexiga, obstruções nos pulmões que fazem pressão no abdômen, cirurgias ou irradiações que prejudiquem o esfíncter masculino e bexigas hiperativas, que se contraem sem o controle da pessoa portadora. Vale lembrar que, apesar de ser confundida e relacionada à incontinência urinária, a bexiga hiperativa se caracteriza pelas contrações involuntárias e não pela perda da urina.
Outra suposição errada em que as pessoas geralmente acreditam é que a incontinência só acontece em idosos. Além de equivocada, essa informação aumenta o constrangimento dos mais jovens que também adquirem a doença. Realmente a Incontinência é mais acentuada na 3ª idade, mas não é natural do envelhecimento e pode acontecer em crianças, jovens, adultos, homens e mulheres. É um doença muito comum. Tanto que dados da Sociedade Brasileira de Urologia mostram que uma em cada 25 pessoas desenvolve a Incontinência de Urina.
O diagnóstico é feito pelo histórico do paciente e a elaboração de um diário miccional, que contém informações da frequência da perda urinária e suas características mais precisas. Além desse método, um exame urodinâmico pode revelar a incidência de contrações vesicais e também a perda urinária que ocorre pelo esforço sem ser muito invasivo. O tratamento pode ser feito por meio da fisioterapia do assoalho pélvico, medicação ou cirurgias.
A boa notícia é que os tratamentos de hoje em dia possibilitam que uma média de 70% a 80% dos pacientes se recupere integralmente dos sintomas. E a grande novidade é o uso de BOTOX® (Toxina Botulínica Tipo A) para tratar o problema. A substância faz o músculo da bexiga relaxar e, assim, impede as contrações involuntárias e a perda de urina. Sem efeitos colaterais dos medicamentos, também é livre dos riscos da cirurgia. O efeito dura de 6 a 9 meses, com possibilidade de reaplicar quando necessário.
Com tantos avanços, certamente, novos métodos aparecerão, mas o importante é falar sobre o assunto, ter o máximo de informações e vencer o tabu que, muitas vezes, faz de uma doença tão comum um problema social constrangedor. Ainda mais quando temos uma data para se conscientizar sobre o tema e evoluir por meio de conteúdos como este. Por isso, lembre-se: se você ainda tiver dúvidas sobre o tema, pode comentar que vamos responder. Afinal, é pra isso que serve o Dia Mundial da Conscientização sobre Incontinência Urinária.
